sábado, fevereiro 24

Impermanência

Seguindo, experimentando sincronias...

'O fortuna velut luna statu variabilis...'
'Ó fortuna, és mutável como a lua...'
(Versos iniciais da Carmina Burana, um conjunto de canções profanas da idade média constituindo uma parábola da vida humana exposta a constante mudança. (wikipédia))

A roda da fortuna, tempo das diferentes coisas... nomes diferentes para a mesma natureza mutável do universo das coisas e dos homens.

Lembra...

... que o tempo não é nosso ...
... que a fortuna não é nossa ...
... que as coisas, as pessoas, a segurança, tudo o que achamos que possuímos não são nossos.

Passam por nós.
São dádivas como os dias de sol e a brisa suave dos dias de Primavera.
São provações como os dias maus e tempestuosos.
Ensinam-nos quem somos, para além do óbvio, exterior e mutável. Sim, ensinam-nos a ser livres!

segunda-feira, fevereiro 19

O tempo ...

"Tudo neste mundo tem seu tempo;

Há um tempo para nascer e tempo para morrer;
tempo para plantar e tempo para arrancar;
tempo para matar e tempo para curar;
tempo para destruir e tempo para construir.
Tempo para chorar e tempo para rir;
tempo para lamentar e tempo para festejar;
tempo para atirar pedras e tempo para as juntar;
tempo para abraçar e tempo para afastar.
Há um tempo para guardar e tempo para perder;
tempo para poupar e tempo para desperdiçar;
tempo para rasgar e tempo para coser;
tempo para fazer silêncio e tempo para falar.
Há um tempo para amar e tempo para odiar;
tempo para fazer guerra e tempo para a paz."
Eclesiastes 3, 1-8

Tempo para matar?
Tempo para odiar?
Tempo para fazer a guerra?

Talvez...













... que sem um não possa nascer o outro.
Que seja a natureza das coisas, impermanente, em movimento perpétuo.

Mas talvez eu possa escolher...

Não o tempo. Não a natureza das coisas. Nem a direcção do movimento.
Mas o meu olhar, o meu sentir. Compreender. Consciencia e paz com o tempo e a natureza das coisas. A minha direcção. E a minha acção.

domingo, fevereiro 11

Sabedorias antigas

'Apesar de, antes da chegada do homem branco, os índios norte-americanos não conhecerem o alfabeto escrito, a sua linguagem não era, nem de longe, primitiva. O vocabulário de muitas nações índias era tão vasto como o dos seus exploradores franceses e ingleses, e muitas vezes muito mais eloquente. Comparem a frieza do termo "amigo" com a expressão "aquele que carrega as minhas tristezas às costas". '
James E Milord